21 de setembro de 2026

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Jovem fica sem movimentos após andar em montanha-russa no Hopi Hari

Polícia Justiça 21/09/2026 15:51 Estadão Conteúdo / Notícias ao Minuto noticiasaominuto.com.br

Polícia Civil e Ministério Público de São Paulo investigam o caso de uma mulher de 28 anos que sofreu traumatismo craniano e perdeu parte dos movimentos após andar na montanha-russa Montezum, no parque Hopi Hari, em Vinhedo. O caso aconteceu em 20 de abril de 2026.

A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo investigam um grave incidente ocorrido no parque de diversões Hopi Hari, em Vinhedo, interior de São Paulo. A vítima é uma jovem de 28 anos que perdeu parte dos movimentos após andar na montanha-russa Montezum. O caso foi registrado no dia 20 de abril deste ano e veio à tona neste domingo, após a divulgação do programa Fantástico, da TV Globo.

A vítima, identificada como Julia Rimoli Bossoni, é administradora e visitava o parque acompanhada do marido, João Pedro Bossoni Dionisio. Ele afirma que o traumatismo craniano dela foi consequência dos fortes impactos e solavancos da atração. Julia teve 57 dias de internação em Vinhedo antes de ser transferida para Londrina, no Paraná.

Resumo do caso:

  • Caso em investigação: Mulher de 28 anos teve traumatismo craniano e perdeu movimentos após andar na montanha-russa Montezum, no Hopi Hari.
  • Responsáveis pelo caso: Polícia Civil e Ministério Público de São Paulo pedem perícias e documentos.
  • Defesa da vítima: Pede perícia no local para checar se há câmeras comerciais na descida da atração.
  • Nota do parque: Hopi Hari diz seguir normas de segurança, ter certificação internacional e custear os custos da internação.
  • Situação atual: Polícia aguarda conclusão do laudo técnico da perícia.

O que o Ministério Público pediu às autoridades

Em uma manifestação feita em 24 de agosto, a 2ª Promotoria de Justiça de Vinhedo solicitou o cumprimento de uma série de diligências pela Delegacia de Polícia de Vinhedo. Entre os pontos mais importantes, a promotoria pediu que o Instituto de Criminalística faça uma perícia técnica no carrinho usado pela vítima e na estrutura da montanha-russa Montezum. O intuito é checar as condições de manutenção, funcionamento e possíveis falhas de segurança ou riscos estruturais causadores de lesões.

Além disso, os prontuários médicos da vítima devem ser enviados ao Instituto Médico-Legal (IML) para o exame de corpo de delito indireto. Esse exame servirá para atestar formalmente a natureza e a gravidade das lesões. A Promotoria também requereu a cópia integral dos prontuários de atendimento do ambulatório do Hopi Hari, da Santa Casa de Vinhedo e do Hospital Unimed de Londrina.

Outro pedido do MP foi a notificação oficial do parque Hopi Hari para que preste esclarecimentos detalhados sobre o funcionamento do sistema de fotos comerciais da atração. A empresa alega que não há câmeras no trajeto de descida, enquanto a defesa da vítima aponta a existência de um ponto de captura de imagens na atração.

Aperfeiçoa a perícia e aguarda o laudo

A defesa de Julia Rimoli pediu que a polícia realize uma perícia in loco na montanha-russa para catalogar, fotografar e inspecionar fisicamente todos os sensores, câmeras e dispositivos de captação de imagens presentes no percurso. A ideia é confrontar as informações fornecidas pela administração do parque com a estrutura física real instalada no ambiente de operação da atração.

De acordo com a Polícia Civil de São Paulo, o processo já estava em andamento no Juizado Especial Criminal (Jecrim) de Vinhedo, mas voltou recentemente à Delegacia de Vinhedo com o pedido de novos documentos e a perícia na atração. Atualmente, a Polícia Civil aguarda a entrega do laudo técnico da perícia solicitada.

A resposta oficial do Hopi Hari

A nota divulgada pelo parque destaca que a Montezum é certificada por um grupo de inspeção de nível internacional e passa por inspeções periódicas. O parque também segue a norma nacional para parques de diversões, a ABNT NBR 15926-2023. O parque informa ainda que a mulher teve convulsões durante a segunda ida à atração.

O Hopi Hari diz que antes de acessar a Montezum, os visitantes são informados sobre a atração por placas visíveis, um sistema de áudio na fila e reforços dos operadores no momento do embarque. Os protocolos de segurança fazem parte da rotina diária. De janeiro a setembro de 2026, mais de 870 mil pessoas frequentaram o parque, e cerca de 470 mil passaram pela Montezum.

O parque cita o parecer recente do Ministério Público, que afirma não haver risco coletivo, defeito no projeto da montanha-russa ou negligência por parte do estabelecimento. Segundo o texto do MP, a atração opera de forma regular, e o parque adota protocolos rigorosos de prevenção, manutenção e segurança operacional.

A nota do Hopi Hari enfatiza que a Montezum é inspecionada diariamente, com supervisão de engenharia, incluindo estrutura de madeira, trilhos, fixações, travas, sensores fotoelétricos, painéis elétricos e sistemas de frenagem. Há sinalização visual e sonora em pontos estratégicos, destacando as contra indicações de uso para pessoas com problemas na coluna, gestantes e portadores de condições clínicas específicas.

Segundo a nota do parque, a visitante acedeu à atração duas vezes no mesmo dia: a primeira em 11h, e a segunda em cerca de 16h30. Na segunda vez, ela passou por atendimento no ambulatório do parque e, depois, foi encaminhada à Santa Casa de Vinhedo, onde ficou internada até melhoras. Os familiares foram acompanhados e o custo dos cuidados foi custeado pelo Hopi Hari.

O departamento jurídico do Hopi Hari continua em contato com a família, oferecendo suporte e indicando a cobertura de um seguro para a internação. O parque encerra a nota afirmando que continua investindo em normas, procedimentos e treinamentos destinados à segurança de suas atrações. Nos últimos cinco anos, o Hopi Hari recebeu mais de 5,5 milhões de visitantes.