Operação da Polícia Civil da Bahia desmantela organização que cometia extorsão e tráfico de drogas na orla do Farol da Barra, prendendo suspeitos em Salvador e Valença.
A Polícia Civil da Bahia iniciou a Operação Lighthouse nesta quarta-feira (2), com o objetivo de combater a extorsão de turistas na famosa orla do Farol da Barra, em Salvador. A ação policial resultou no cumprimento de ordens de prisão preventiva e de busca e apreensão nos bairros da capital e também na cidade de Valença, localizada no Baixo Sul do estado.
Além das ameaças e chantagens contra visitantes, o grupo criminoso é investigado pelo tráfico de drogas. A apuração policial começou em abril deste ano, logo após a detenção em flagrante de dois indivíduos. Naquela ocasião, os agentes apreenderam mais de 2,5 quilos de entorpecentes, além de armas de fogo, projéteis, balanças de precisão e outros utensílios usados para dividir e embalar as substâncias ilícitas.
Os principais fatos que você precisa saber sobre a operação:
- As prisões ocorreram simultaneamente em Salvador e no município de Valença.
- O crime de extorsão afetava principalmente turistas que frequentam as praias e a orla da Barra.
- A polícia identificou uma estrutura organizada com divisão clara de tarefas entre os criminosos.
- Além das extorsões, o grupo liderava o comércio e a distribuição de drogas.
- Coordenada pelo DEIC, a ação contou com o apoio de unidades especializadas da polícia baiana.
À medida que a investigação avançava, ficou claro para os investigadores que não se tratava de crimes isolados, mas sim de uma estrutura bem organizada. O grupo possuía uma divisão de tarefas definida, com integrantes responsáveis pelo abastecimento, pela distribuição e pelo controle do dinheiro obtido com as atividades ilegais. Essa organização era necessária para manter a ação criminosa funcionando de forma constante diante do grande fluxo de pessoas na região turística.
A operação é liderada pelo Departamento Especializado em Investigações Criminais (DEIC). O foco principal é desmontar essa rede que responde por crimes contra o patrimônio, incluindo extorsão, além de associação para o tráfico e tráfico de drogas. O apoio veio de outras unidades, como o Departamento de Polícia do Interior (DEPIN) e a Coordenação de Operações Especiais (CORE), garantindo que as prisões fossem efetivadas de maneira coordenada e segura.


Filipe Conceição / Ascom-PCBA


