15 de setembro de 2026

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Menino gênio de 10 anos comemora aniversário em abrigo e sonha em estudar na Europa

Educação Educacao 31/08/2026 07:23 Redação Extra extra.globo.com

Alvinho, o menino superdotado que criou um jogo de computador e aprendeu inglês sozinho, completou 10 anos em uma casa de passagem no Rio. A família enfrenta dívidas e a doença da mãe, mas ele segue esperançoso com planos de estudar na Europa e construir robôs.

Em vez de bolo e festa, os 10 anos de Alvinho foram comemorados em uma casa de passagem, um local que acolhe pessoas em situação de rua ou vulnerabilidade. O menino, que viveu um dia em Itaboraí, está longe de uma rotina de estudos mas mesmo assim continua fazendo planos.

Meu desejo maior é estudar na Europa e ser um grande construtor de robôs, diz Alvinho, nascido no Complexo da Maré.

  • Alvinho já criou um jogo em inglês após um curso online da Universidade de Harvard;
  • Aprendeu inglês sozinho, aos 5 anos, usando um aplicativo;
  • Foi o mais jovem a receber a Medalha Pedro Ernesto, maior honraria da Câmara do Rio;
  • Sua mãe, para enfrenta uma tuberculose resistente e dívidas, ele estuda por conta própria;
  • Apesar de tudo, no ano passado entregou uma carta a Lula com um projeto de escola para crianças como ele.

Em dezembro de 2023, uma reportagem do EXTRA contava que aquele garoto já desenvolvido de criava um jogo super criativo para aprender inglês e programação. Ele batizou o game de Super Alvinho, a história de um cientista que queria criar robôs agrícolas para o mundo.

Além disso, fazia parte de projetos de xadrez e robótica da UFRJ, e saiu de diversas competizioni com medalhas e troféus que hoje estão encaixados entre parentes. A Medalha Pedro Ernesto, recebida em 2024, também ficou por isso; é a maior condecoração do Rio.

Dificuldade com golpe

A mãe, Priscila, conta que a suspeita de altas habilidades começou cedo. Mas em 2020, a família perdeu o apartamento de Itaboraí depois de um golpe imobiliário. A dívida de R$ 93 mil ficou no seu nome, e mãe e filho passaram a viver de favores, primeiro na Maré, depois em abrigos.

Em outubro de 2025, Priscila recebeu o diagnóstico de tuberculose resistente. Sem emprego e sem onde morar com doente, foi para Cabo Frio em busca de trabalho, mas não ajudou. A gestão que moram lá por fim, acabaram na hoje com a Catholic House de acolhimento.

Longe da escola enquanto a mãe é tratada

Em Cabo Frio, um diretor do local comovou por causa de sua ajudou com Alvinho, mas o menino só frequentou dois meses, porque a mãe precisou voltar ao Rio para trata-se da Fiocruz. Quando for o tratamento o programei, penso em ir para nova outra chance, planeja Priscila.

O menino ainda enfrenta dificuldades nas escolas públicas por falta de apoio para superdotados. No início de 2024, aproveitou Lula na Maré para entregar umas proposals de uma Escola de Altas Habilidades para crianças da comunidade.

Alvinho também tinha seletividade alimentar, o que limita a comida escolar. A mãe muitas vezes só pode gastar R$ 50 por dia com suas refeição.

O gosto pelos estudos vem de família

Priscila recebeu recentemente o primeiro valor do Bolsa Família, o cartão para pacientes com tuberculose, dividindo para o tratamento. A bolsa estudantil de R$ 1.200 por mês pela Alerj também ajudam. Mãe e filho vivem agora no abrigo do Grajaú, mas passam a maior posição em um shopping, usando o Wi-Fi do espaço para por que Priscila trabalha em sua dissertação de mestrado, enquanto Alvinho estuda.

Priscila sonha em concluir o coso de doutorado em Portugal e que Alvinho possa alcançar os dele. Ele está num momento privado de ti, até da comida saudável e de acesso à saúde. Mas esperança de um futuro para me um dia vai dar certo.