Empresa de aplicativo corta cerca de 3.400 empregos em 70 países para reduzir burocracia e atrasos nas decisões.
A gigante do transporte por aplicativo Uber anunciou que vai demitir cerca de 10% de seus funcionários. Essa decisão faz parte de uma reforma interna que a empresa chama de mudanças organizacionais significativas. O aviso foi dado pelo CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, em uma mensagem enviada aos colaboradores nesta quarta-feira (2).
Khosrowshahi explicou detalhadamente o plano: Hoje estamos fazendo uma série de mudanças organizacionais significativas em toda a Uber. Ele confirmou que o resultado será uma redução no tamanho da equipe em aproximadamente 10%. A medida afeta diversos Departamentos em todo o mundo.
- A Uber possui cerca de 34 mil funcionários ativos.
- As operações acontecem em mais de 70 países.
- O objetivo é deixar a plataforma mais simples e rápida.
- A intenção final é reduzir atrasos na coordenação de equipes.
- A Uber está saindo de países como Nigéria e Uganda neste período.
Impacto no quadro de servidores
Segundo informações enviadas pela companhia à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (sec, na sigla em inglês), a Uber tem aproximadamente 34.000 funcionários. Com o corte de 10%, isso significa que cerca de 3.400 pessoas vão perder seus empregos. A rede de operações da marca está presente em mais de 70 países, o que torna o impacto desse corte bastante amplo e distribuído por várias regiões do planeta.
A empresa declarou que o objetivo central das demissões é tornar sua plataforma mais simples e rápida. Além disso, a Uber quer reduzir os atrasos causados pela necessidade de coordenar tantos processos diferentes simultaneamente. A visão da liderança é de que menos burocracia trará mais agilidade para o desenvolvimento de novos recursos.
Na mensagem oficial, a diretoria afirmou que uma organização mais ágil trará maior clareza na atribuição de responsabilidades. A empresa espera tomar decisões mais rápidas. O foco será dedicar mais tempo para construir ferramentas e serviços, em vez de perder energias apenas coordenando tarefas internas. Essa mudança de filosofia visa aumentar a produtividade da empresa diante de um mercado de tecnologia cada vez mais competitivo e exigente.
História e expansão do negócio
Fundada em 2009, a Uber transformou completamente o setor de transporte urbano. A empresa conseguiu entrar em mercados que antes eram dominados por táxis e por empresas de carros privados. O modelo permitiu, pela primeira vez em larga escala, que as pessoas usassem seus próprios veículos para transportar outras pessoas de forma fácil via aplicativo. Isso mudou as rotinas urbanas de milhões de usuários.
Desde o início, a companhia se expandiu de forma maciça. Além do transporte de passageiros, a Uber cresceu e entrou também nos serviços de entrega de alimentos. Mais recentemente, a empresa passou a oferecer entregas de produtos de varejo, competindo diretamente com gigantes do comércio eletrônico. Essa diversificação exigiu uma estrutura corporativa muito complexa para gerir toda a logística e os parcerias locais em cada cidade onde atua.
Questões trabalhistas e saídas de mercados
Os motoristas parceiros da Uber recebem uma remuneração variável de acordo com o país. Muitos profissionais têm reclamado publicamente de não receber uma compensação adequada. A disputa envolve o valor do trabalho deles e o desgaste do uso de seus próprios veículos. Essa tensão entre a plataforma e os motoristas continua sendo um dos principais desafios de imagem da marca em diversas jurisdições ao redor do mundo.
Para focar no crescimento em mercados mais rentáveis, a companhia tem encerrado seus serviços em algumas nações. Nesta mesma quarta-feira, a Uber anunciou de forma oficial o fim de seus negócios na Nigéria e em Uganda. Essa decisão vem na sequência de um movimento iniciado no início deste ano, quando a empresa já havia deixado a Tanzânia. Saídas estratégicas ajudam a reorganizar os recursos financeiros. Com menos mercados para administrar, a Uber concentra esforços onde há maior lucro. Esse recuo em alguns locais africanos reflete a busca por um modelo de negócio mais enxuto e lucrativo globalmente. A demissão de servidores é o passo seguinte nesse processo de simplificação da estrutura corporativa.


Aplicativo Uber - Tingey Injury Law Firm / Unsplash


