16 de setembro de 2026

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EUA planejam taxar importação de chips para forçar produção dentro do país

Economia Semicondutores 02/09/2026 15:54 Pedro Lima / Estadão Conteúdo cnnbrasil.com.br

Governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia criar tarifas para empresas que não fabricarem semicondutores em território americano, oferecendo alívio fiscal para quem investir localmente.

O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, declarou nesta quarta-feira (2) que a administração do presidente Donald Trump estuda a imposition de impostos extras, ou tarifas, sobre a importação de semicondutores. Esta medida faz parte de uma estratégia comercial focada em forçar as empresas a produzirem esses componentes dentro do próprio território norte-americano.

Em uma entrevista concedida à rede de notícias CNBC, o secretário explicou que o governo oferece um tratamento favorecido, reduzindo cobranças, para as companhias que decidirem ampliar suas fábricas nos Estados Unidos.

  • O objetivo principal é diminuir a dependência de fornecedores estrangeiros e fortalecer a indústria nacional.
  • A medida afeta diretamente a tecnologia dos chips, essenciais para celulares, computadores e carros.
  • Há uma disputa comercial acirrada entre os EUA e a China pelo controle desse mercado.
  • Lutnick afirma que os índices de juro devem cair nos próximos seis meses.
  • Relações com o Canadá estão em tensão devido a criticas sobre o tratamento comercial dado aos EUA.

Chips devem ser produzidos nos Estados Unidos

"Os chips deveriam ser construídos nos Estados Unidos", afirmou Lutnick durante o pronunciamento. Ele reforçou que a troca é direta: "Se você construir nos EUA, nós lhe daremos alívio tarifário". Isso significa que empresas que investirem em terra norte-americana pagarão menos impostos e taxas, enquanto as que importarem de outros países sofrerão custos adicionais.

De acordo com o líder do Ministério do Comércio, a estratégia adotada será de natureza "direcionada". A intenção não é blindar todo o setor de forma indiscriminada, mas sim focar nos pontos cruciais para aumentar a capacidade industrial da América no segmento de semicondutores e tecnologias avançadas.

Confiança no mercado financeiro e previsão de queda nos juros

Além das discussões sobre tecnologia, Lutnick demonstrou otimismo quanto à saúde dos mercados financeiros americanos. Essa declaração ocorre em um momento marcado pela instabilidade recente nos preços dos títulos da dívida pública, conhecidos como títulos do Tesouro, que reflete a incerteza de investidores globais.

Ele garantiu que, apesar das oscilações, o mercado de títulos públicos tende a se estabilizar. O secretário projetou que as taxas de juros nos Estados Unidos, que controlam o custo do crédito, devem alcançar o equilíbrio e começar a apresentar uma tendência de queda ao longo dos próximos seis meses.

Tensões comerciais com o Canadá e disputas globais

Outro ponto levantado por Lutnick foi a relação comercial com o país vizinho. Ele voltou a criticar o governo de Ottawa, em referência ao Canadá, alegando que o país tratou os Estados Unidos de maneira "desrespeitosa" nas negociações recentes. Essa frase aponta para um clima de deterioração nas relações diplomáticas e comerciais entre os dois vizinhos do norte da América do Norte.