A empresa de aplicativos anunciou a redução de 10% do seu quadro de pessoal em uma tentativa de eliminar níveis de gestão, reduzir custos e se preparar para a concorrência dos carros sem motorista nos Estados Unidos.
A Uber anunciou nesta quarta-feira (2) que vai demitir cerca de 3.300 funcionários, o que representa 10% da sua equipe total de aproximadamente 34 mil pessoas. O objetivo da empresa, segundo comunicado do CEO Dara Khosrowshahi, é simplificar a estrutura, eliminar níveis hierárquicos desnecessários e reduzir gastos.
Essa é a maior queda de pessoal da empresa desde 2020, quando outros 6.700 postos foram cortados. A decisão ocorre num momento de preocupação dos investidores com o avanço de concorrentes que usam carros autônomos, como a Waymo, nos EUA. Para tentar se manter competitiva, a Uber aposta em uma organização mais rápida e eficiente.
- Corte de 10%: A empresa vai perder cerca de 3.300 vagas de trabalho globais.
- Fim da burocracia: O foco é eliminar níveis de chefia para que as decisões sejam tomadas mais rápido.
- Concorrência: O medo do avanço dos carros autônomos (Waymo) motivou a reestruturação.
- Trabalho no escritório: Em breve, apenas 1% dos funcionários poderá continuar em home office; o resto terá que ir ao escritório.
- Histórico: É o segundo grande corte da história, após a crise da pandemia de 2020.
Reduzindo níveis de gestão
A Uber explicou que a empresa cresceu muito nos últimos anos, mas esse crescimento trouxe muita complexidade. Havia muitos chefes coordenando poucas pessoas, o que gerava lentidão. Agora, a empresa vai reduzir o número de cargos voltados para coordenação. O objetivo é que os funcionários passem menos tempo alinhando metas e mais tempo produzindo resultados concretos.
Equipes mais simples
Várias equipes que estavam separadas serão unidas. Por exemplo, as três áreas de entregas (restaurantes, varejo e direct) serão unidas sob uma única liderança. Isso ajuda a evitar que duas pessoas façam o mesmo trabalho e facilita a escolha de onde investir o dinheiro da empresa.
Acabou o home office para a maioria
A Uber está mudando a política de trabalho. A partir de agora, a grande maioria dos funcionários precisa trabalhar em escritórios. Apenas 1% da força de trabalho poderá continuar de casa. As equipes globais ficarão baseadas principalmente em Nova York e São Francisco, e as regionais em seus respectivos polos.
Motivos do corte
Segundo Khosrowshahi, a decisão não foi fácil, mas é necessária para que a empresa cresça. Os custos economizados com as demissões serão reinvestidos em novos produtos e na tecnologia de mobilidade autônoma, a fim de proteger o mercado principal da Uber contra rivais.


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