A cantora Zélia Duncan, de 61 anos, revelou em entrevista que ainda se arrepende de não ter se reaproximado de Rita Lee após o rompimento em 2006. As duas eram grandes amigas, compuseram o clássico 'Pagu' e dividiram palcos, mas a amizade foi quebrada quando Zélia aceitou integrar a turnê de Os Mutantes, banda criada pela própria Rita Lee, e elas nunca mais se falaram até a morte da cantora, em 2023.
A cantora Zélia Duncan, de 61 anos, afirmou que ainda carrega uma grande tristeza pelo afastamento de Rita Lee, que aconteceu em 2006. As duas foram amigas por muitos anos, compuseram juntas a música Pagu e já dividiram palcos em apresentações, mas nunca se reaproximaram antes da morte da cantora, em 2023.
Segundo Zélia, o rompimento começou quando ela recebeu um convite para fazer parte de uma turnê de Os Mutantes, banda de rock fundada por Rita Lee, Arnaldo Baptista e Sérgio Dias, verdadeiros ícones da música brasileira. O que parecia uma oportunidade profissional virou o fim de uma amizade de décadas.
O que você precisa saber
- Zélia e Rita Lee eram amigas há anos e compuseram juntas a música Pagu, um dos grandes clássicos da música popular brasileira.
- O afastamento aconteceu em 2006, após Zélia aceitar integrar a turnê de Os Mutantes, banda criada pela própria Rita Lee.
- Zélia contou que ligou para Rita antes de aceitar o convite e a amiga respondeu: Vai se divertir com os mano, mas depois sumiu do contato.
- A experiência com a banda foi marcante: Zélia chegou a aparecer em uma foto publicada pelo jornal americano The New York Times ao lado de Arnaldo Baptista e Sérgio Dias.
- As duas nunca se reconciliaram antes da morte de Rita Lee, em 2023, e Zélia diz que essa é uma tristeza que vai levar para sempre.
O momento que doeu
Infelizmente, não. É uma tristeza que vou levar para sempre. Só tive amor por Rita e aquele momento foi duro, disse Zélia em entrevista ao videocast Conversa vai, conversa vem. A cantora revelou que, antes de aceitar a turnê, ligou para Rita Lee para perguntar como ela se sentia em relação à situação.
Liguei para ela perguntando e ela me disse: 'Vai se divertir com os mano'. E depois, sumiu. Tentei, claro, mas ela preferiu ficar na dela, relatou. Zélia admitiu que não imaginava que aquela decisão pudesse estragar uma amizade tão forte e longa.
Uma experiência que transformou sua carreira
Apesar do sofrimento pessoal, a cantora afirmou que a experiência com Os Mutantes foi transformadora. Tenho orgulho, vivi coisas que nunca imaginei. Mas tem certa maldição, entendi o rock and roll, reconheceu. Ela lembrou que chegou a dividir o palco com Arnaldo Baptista e Sérgio Dias e até apareceu em uma foto publicada pelo jornal americano The New York Times.
No primeiro ensaio, Zélia sentiu que estava diante de uma parte viva da história da música brasileira. Pude ver a Rita adolescente criando aquela genialidade com aqueles caras. Foi sensacional para mim como artista, recordou. No entanto, ela admitiu que faria tudo diferente hoje: Se soubesse que isso ia me custar a Rita, talvez não tivesse ido.
O que ficou na alma
Zélia explicou que tentou entender a posição da amiga antes de seguir com a turnê. Perguntei: 'Como é para você Tudo bem Você que é minha amiga'. Não conseguiu dizer. Se tivesse me dito, teria mudado toda uma história. Dou muito valor aos meus amigos, desabafou.
Apesar da dor, a cantora afirma que Rita Lee segue sendo uma referência afetiva e artística na sua vida. Rita está dentro de mim, na minha vontade de cantar, de viver, de gostar e de ser mulher, disse.
Ela também relembou a cumplicidade entre as duas. Em um DVD da MTV, Rita chegou a chamá-la de uma espécie de INPS uma brincadeira de que era a pessoa a quem recorria nos momentos difíceis. Tenho uma tristezinha com esse assunto porque não acho justo com a nossa história, que é tão bonitinha, concluiu Zélia.


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