O secretário de mobilidade de Salvador acusa o governo federal de retardar a liberação de um empréstimo já aprovado pelo Senado, prejudicando 1,5 milhão de passageiros do transporte público local.
O secretário municipal de Mobilidade Urbana de Salvador, Pablo Souza, demandou urgência na homologação de uma operação de crédito da Prefeitura junto à Caixa Econômica Federal. O problema central é que o financiamento, essencial para o setor, aguarda autorização do governo federal há mais de 200 dias.
Na terça-feira (1º), Pablo Souza publicou vídeo nas redes sociais criticando essa morosidade burocrática. Ele argumenta que a falta de liberação dos recursos impacta diretamente a vida de milhões de cidadãos que dependem do sistema de ônibus e trens metropolitanos diariamente na capital baiana.
- O empréstimo já foi aprovado pela Câmara de Vereadores de Salvador.
- O Senado Federal também validou a operação de crédito.
- A liberação final depende exclusivamente do Ministério das Cidades.
- Mais de 1,5 milhão de passageiros são afetados pela demora.
- O recurso é um empréstimo e não uma ajuda financeira sem retorno.
Entenda a natureza do recurso pedido
Pablo Souza foi categórico em diferenciar o tipo de recurso solicitado. Ele enfatizou que se trata de um compromisso financeiro assumido pela prefeitura, onde a cidade terá que devolver o valor com juros, conforme as regras de mercado.
Isso quer dizer que não se trata de uma doação gratuita nem de uma ajuda federal sem contrapartida. A Prefeitura de Salvador contratou essa dívida para investir em melhorias ou manutenção da frota e na infraestrutura de mobilidade urbana da cidade.
Para o gestor, a legitimidade do pedido é inquestionável. Todos os trâmites legais foram cumpridos pelos órgãos legislativos competentes, tanto no âmbito municipal quanto nacional.
Ao destacar esse ponto, ele busca mostrar que a demora não deve-se a falhas na documentação ou na aprovação local, mas sim a uma retenção na etapa final do governo federal.
O impacto nos 1,5 milhão de passageiros
A demora na liberação do empréstimo, segundo o secretário, está gerando efeitos concretos na operação do transporte público. O sistema de Salvador movimenta uma média superior a 1,5 milhão de passageiros por mês.
Esses usuários lidam com as consequências práticas do bloqueio financeiro. Sem a capitalização prevista, a execução de medidas de mobilidade urbana pode ficar comprometida, afetando a qualidade e a regularidade do serviço.
Além do transporte coletivo, a mobilidade urbana abrange outros aspectos que dependem de investimento. A falta de homologação pode atrasar projetos que facilitam o deslocamento de pedestres e veículos na cidade.
Para Pablo Souza, a urgência em resolver o caso no Ministério das Cidades é vital para evitar que o problema se agrave ainda mais nos meses seguintes.
O secretário usou o vídeo nas redes sociais para pressionar o Ministério das Cidades a agilizar o processo. A expectativa da prefeitura é que a situação seja normalizada rapidamente para que os recursos possam ser aplicados.
A pressão pública busca alertar a população sobre quem é responsável pela paralisação. A mensagem clara é que a aprovação já ocorreu nos Poderes Legislativos, restando apenas a validação do Executivo federal.


Foto: Daniel Araújo / Bahia Notícias


